
CONCEITO: A AIDS (sigla em inglês de Síndroma de deficiência imunológica Adquirida) é uma doença causada pelo vírus HIV (sigla, também em inglês, de Vírus de Imunodeficiência Humana). Identificada pela primeira vez nos Estados Unidos, em 1981, essa doença espalhou-se para todos os continentes, tornando-se no espaço de poucos anos objeto de grande preocupação internacional.
O que são vírus? Vírus são organismos muito simples que só conseguem se reproduzir dentro de uma célula hospedeira, isto é, dentro de outro ser vivo. Cada espécie de vírus vive dentro de um determinado tipo de célula e após se reproduzir pode continuar no interior da célula sem provocar sintomas da doença na pessoa infectada. Mas, num determinado momento, ele rompe a membrana celular e sai da célula, entrando na circulação sangüínea e manifestando os sintomas da doença. Os vírus se reproduzem em progressão geométrica, isto é, a cada nova geração seu número duplica. A célula hospedeira do vírus da AIDS faz parte do sistema imunológico do homem. Este sistema é responsável pelo reconhecimento e destruição de agentes estranhos ao corpo, como bactérias, vírus ou outros germes que causam doenças. Nosso organismo reage a esses agentes, fabricando células de defesa que os atacam. Essas células de defesa são chamadas anticorpos e são derivadas dos linfócitos. Infelizmente, o HIV vive dentro desses linfócitos, alterando todo o sistema imunológico e deixando a pessoa contaminada sem defesa. Dessa forma, o organismo de uma pessoa com AIDS não tem condições de se defender de germes que causam infecções simples que, num indivíduo sadio, seriam facilmente combatidas. O doente de AIDS passa a contrair, então, um grande número de doenças infecciosas que acabam por levá-lo à morte.
Como saber se uma pessoa está com a AIDS ?
Nem todas as pessoas portadoras do vírus manifestam a doença. Cerca de 50% das pessoas com AIDS podem não manifestar os sintomas por até 5 anos ou mais, após terem sido infectadas. Existem testes de laboratório para verificar se uma pessoa apresenta o vírus HIV. Os mais utilizados são o ELISA e o western-blot.
Tem-se constatado que o número de pessoas portadoras do vírus dessa doença tem aumentado. Mas não se pode afirmar que todos os indivíduos infectados desenvolverão ou não a doença. O que se pode dizer com certeza é que os portadores do vírus da AIDS podem transmitir a doença, que se desenvolve da seguinte maneira: após o contato com o vírus, aproximadamente 30% das pessoas contaminadas apresentam um quadro de infecção aguda, que começa a se manifestar mais ou menos após a terceira semana.
Os sintomas são febre, mal-estar geral, suores noturnos, dores nas articulações e nos músculos, aumento dos gânglios linfáticos nas axilas, pescoço e virilha, manchas avermelhadas na pele, diarréia, fadiga, perda de peso. Mas só um médico pode diagnosticar a doença. Na fase mais grave, aparecem as infecções que levarão à morte.
O vírus da AIDS pode ser encontrado no sangue e nas secreções do corpo das pessoas contaminadas, como sêmen, saliva, lágrimas, leite materno, líquido cefalorraquidiano. Mas a transmissão se dá somente através do sangue, do sêmen e da secreção vaginal.
Para que haja transmissão, essas secreções devem entrar em contato com a circulação sangüínea de outra pessoa, o que se dá através de lesões na pele ou nas mucosas. É praticamente certo que a AIDS não se transmite por aperto de mão, abraços, beijos, tosse, espirro, uso comum de roupa, talheres, copo, toalha, picada de insetos ou piscinas. Assim, o convívio com aidéticos não representa perigo.
A principal forma de transmissão da AIDS é o ato sexual. O vírus presente no esperma penetra em lesões do tecido que reveste a vagina ou o reto, caindo na circulação sangüínea e chegando aos linfócitos.
Para prevenir essa forma de transmissão, é muito importante o uso de preservativo (camisinha) durante o ato sexual. A camisinha impede o contato do esperma com a vagina ou o reto.
Outra forma de contaminação se dá através do sangue. Para evitar esse tipo de transmissão, todo sangue doado deve ser submetido à análise e só pode ser utilizado se os resultados dos testes de laboratório forem negativos. Infelizmente, no Brasil ainda não há controle total dos bancos de sangue, o que facilita que pessoas portadoras do vírus doem sangue para pessoas não portadoras.
A transmissão também pode se dar através do uso coletivo de agulhas e seringas não descartáveis ou quando agulhas são usadas mais de uma vez em injeções, acupunturas, tatuagem , uso de drogas injetáveis etc. Pode-se evitar esse tipo de transmissão utilizando-se somente seringas e agulhas descartáveis ou esterilizando-as por 30 minutos a 60ºC, para matar o vírus.
Outra forma de transmissão se dá através do aleitamento materno a recém-nascidos ou da placenta de mães contaminadas para os fetos.
Por causa dessas formas de contaminação, podemos classificar as pessoas que têm maior possibilidade de contrair a doença em grupos de risco. Esses grupos são: os homossexuais ou bissexuais masculinos; hemofílicos ou pessoas que necessitam de transfusão de sangue; viciados em drogas injetáveis; heterossexuais que mantêm relações sexuais sem proteção (camisinha); crianças nascidas de pais pertencentes a grupos de risco. Mas, mesmo sem pertencer a nenhum desses grupos de risco, qualquer pessoa pode adquirir AIDS, se alguns cuidados não forem tomados, como tomar injeções com seringas não descartáveis, manter relações sexuais com pessoas dos grupos de risco ou utilizar sangue não testado. A AIDS está crescendo cada vez mais entre pessoas não pertencentes a grupos de risco.
Segundo dados da OMS (organização Mundial da Saúde), até junho de 1992 haviam sido notificado cerca de 2 milhões de casos de AIDS no mundo e entre 10 e 12 milhões de adultos infectados com vírus HIV. O maior número de casos ocorreu nos Estados Unidos, seguindo-se Uganda e Zaire. O Brasil ocupa a Quarta colocação, tendo sido registrados, até junho de 1992, 100 000 casos. São Paulo lidera as estatísticas, vindo a seguir o Rio de Janeiro. Das 30 cidades do Brasil mais atingidas, 13 estão em São Paulo.
Pesquisa feita pela OPAS (Organização Panamericana de Saúde) revela que até o ano 2000 cerca de três milhões de pessoas serão portadoras do vírus da AIDS na América, das quais quartos morrerão antes de 1995.
Até o momento, o único medicamento eficaz no combate à AIDS é o AZT, embora seja de custo muito elevado. Fora isso, o único tratamento que pode ser ministrado aos pacientes, além de medicamentos que visam apenas aliviar os sintomas, é a atenção e o carinho dispensados para minorar seus sofrimentos. Entretanto, é muito comum a discriminação de aidéticos, não apenas por amigos e familiares, mas também por hospitais e médicos, apesar de as formas de transmissão da doença demonstrarem não haver perigo na convivência normal com esses doentes.
Para a prevenção da AIDS, diversas vacinas estão sendo testadas. Mas, enquanto não surge uma de comprovada eficácia, é importante conhecer certas maneiras de evitar a doença. As mais recomendadas são:
* Diminuição e seleção dos parceiros sexuais.
* Uso de preservativo (camisinha) durante o relacionamento sexual.
* Análise do sangue usado em transfusões.
* Esterilização de objetos cortantes e perfurantes (bisturi, agulha e seringa de injeção etc.).
* Uso de agulhas e lâminas descartáveis.
* Evitar relacionamento sexual com pessoa desconhecida, principalmente as que são viciadas em tóxicos.
CONCEITO: A doença de chagas é uma doença transmitida pelo barbeiro.
O barbeiro vive dentro de casas, principalmente as de barro nas rachaduras das casas, e mesmo casas de pau-a-pique, a noite ele sai e pica as pessoas passando-lhe a doença.
TRANSMISSÕES: A transmissão não se da pela picada e sim pelas fezes deixadas pelo barbeiro na pele da vítima, e vai atacar o aparelho digestivo como o fígado e principalmente o coração. Ao picar o homem o barbeiro suga o sangue cheio de tripanossomos que vão causar a doença.
SINTOMAS: A doença provoca grande deparoamento, fraqueza, inchaço do coração levando a morte.
TRATAMENTO: Não tem medicamento que acabe com a doença.
COMO EVITAR: Construir casas de tijolos e rebocar, cobrir com telhas ou lajes, pulverizar a casa limpar atrás dos móveis, evitar lugar esburacados para não abrigar o barbeiro.
PROFILAXIA: Ao picar o homem o barbeiro vai espalhando a doença, pois sai a picar outras, sempre a noite.
DEFINIÇÃO: É uma infecção intestinal causada por uma bactéria chamada vibrião colérico. Essa bactéria desenvolve-se no intestino humano e encontra-se nas fezes das pessoas infectadas. A cólera é transmitida pela água e alimentos contaminados pelo vibrião. E lembre-se mesmo com boa aparência a água e a comida podem estar contaminadas.
SINTOMAS: O primeiro sintoma é a diarréia de início súbito, forte e líquida. Geralmente não há febre. Algumas pessoas vomitam e têm câimbras musculares.
TRATAMENTO: Deve-se tomar o soro de reidratação oral (caseiro ou da farmácia) e procurar um médico imediatamente, evitando tomar qualquer medicamento. A cólera tem tratamento mas é preciso começa-lo o mais rápido possível para que o doente não se desidrate.
COMO EVITAR: Beber somente água tratada.
Se na sua rua não tiver água encanada ou tratada, é preciso ferver a água por pelo menos, 2 minutos ou colocar duas gotas de cloro (hipoclorito de sódio 2,5 %) para cada litro e esperar 30 minutos para beber.
Lave bem frutas, legumes e verduras e coloque-as de molho em um litro de água com uma colher de sopa de água sanitária, própria para desinfecção.
Ferva bem o leite antes de beber.
Cozinhe bem os alimentos, principalmente peixes e frutos do mar.
Proteja os alimentos contra moscas e baratas. Deixe o lixo sempre fechado ou tampado.
Não coma em lugares sem boas condições de higiene.
Lave as mãos antes de comer e de preparar as refeições.
Lave as mãos toda vez que for ao banheiro.
A coqueluche é conhecida popularmente por tosse comprida. É causada por bactérias que afetam a traquéia, os brônquios e os bronquíolos. A pessoa apresenta acessos de tosse característicos e catarro nas vias respiratórias.
A coqueluche ocorre principalmente em crianças menores de 7 anos e pode provocar a morte.
A bactéria causadora dessa doença é transmitida através de saliva.
Existe vacina, que deve ser iniciada logo no 1º ou 2º mês de vida.
A vacina contra a coqueluche geralmente é associada à vacina contra difteria e tétano (vacina tríplice).
CONCEITO: A dengue é uma doença viral aguda comum em áreas tropicais e subtropicais, onde as condições do ambiente favorecem o desenvolvimento do mosquito Aedes, e na maioria dos casos sua evolução é benigna (sem causar morte). Pode apresentar duas formas clínicas: dengue elástica e dengue hemorrágica, a Segunda mais perigosa.
CONTAMINAÇÃO: O agente infeccioso causador da doença é o arbovírus (vírus transmitido por inseto). São conhecidos quatro sorotipos (Den 1, 2, 3 e 4).
TRASMISSÕES: A transmissão do vírus ocorre pela picada do mosquito fêmea Aedes infectado. Além de dengue, ele transmite também a chamada Febre Amarela Urbana.
SINTOMAS: Os sintomas mais comuns são: dor de cabeça, dor nos olhos, febre alta (muitas vezes passando os 40º), dor nos músculos, dor nas juntas, manchas vermelhas pelo corpo, falta de apetite, fraqueza e, em alguns casos, sangramento da gengiva e do nariz.
TRATAMENTO: Quem está com dengue deve ficar em repouso, beber muito líquido e procurar orientação médica. Quando está contaminada, a pessoa não pode tomar remédios à base de ácido acetil salicílico, como, por exemplo, aspirina e AAS.
COMO EVITAR: A única maneira de evitar a doença é não deixar o mosquito nascer. Para isso, é preciso acabar com os criadouros (lugares onde ele nasce e desenvolve). Sendo assim, nunca deixe água, especialmente limpa, ficar parada em qualquer tipo de recipiente, como garrafas, pneus, bandejas de vasos, bacias e copinhos descartáveis. Nunca se esqueça também de tampar caixas d’água, cisternas, tambores, poços e outros depósitos de água.
Lave bem os suportes de vasos de plantas e xaxins (vasos feitos de terra), passando um pano ou bucha para eliminar completamente os ovos dos mosquitos. Limpe as calhas e as lajes, lave os bebedouros de aves e animais com uma escova ou bucha e troque a água uma vez por semana. Guarde as garrafas vazias de cabeça para baixo, jogue no lixo copos descartáveis, tampinhas de garrafas, lata e tudo o que acumula água. E mantenha sempre o lixo fechado.
PROFILAXIA: O Aedes Egyptis é um mosquito pequeno bicolor (branco e preto), com listras no dorso e nas patas, e aparece em ambientes escuros, lugares frescos e com sombra. É menor que um pernilongo comum e pica durante o dia.
CONCEITO: Também conhecida por blenorragia, é uma infecção da uretra, e pode comprometer algumas vias genitais. É causada por uma bactéria conhecida como gonococo (Neisseria gonorrhoeae).
TRANSMISSÃO: É transmitida pelo contato sexual.
TRATAMENTO: Sendo doença causada por bactéria, é tratada com antibióticos, embora as bactérias possam adquirir resistência a essas drogas. Por esse motivo, o tratamento deve ser feito sob orientação médica.
SINTOMAS: Os primeiros sintomas surgem poucos dias após o contato sexual: ardor na uretra seguido de secreção purulenta.
Nos homens, os principais sintomas dessa doença são: coceira, ardência e inchaço nas bordas do orifício urinário, que se apresenta avermelhadas. Em seguida, aparece uma secreção clara, que depois passa a amarelo - esverdeada, contendo pus. Estes sintomas costumam aparecer dois ou mais dias após o contágio, que geralmente ocorre durante o ato sexual com uma mulher que esteja com blenorragia. Com a evolução da doença, a uretra fica afetada, o que explica a dor intensa que a pessoa sente ao urinar. Diferentemente de outras infecções, a blenorragia não causa febre, mas pode produzir inflamações na próstata, no epidídimo e em outros órgãos do aparelho genital.
Nas mulheres, a infecção localiza-se na uretra e no útero, podendo também se propagar para as trompas. Quando a infecção atinge a uretra e o útero, não existem sintomas aparentes. Nota-se apenas uma leve secreção da uretra e ardência durante o ato de urinar. Se a infecção atingir as trompas, ocorrem dores abdominais intensas e febre. Nesse caso a doença provoca uma cicatriz nas trompas, que poderá obstruí-las, tornando a mulher estéril. A mulher pode adquirir a blenorragia através de contatos sexuais com um homem infectado ou através do uso de roupas íntimas contaminadas.
A leucemia é uma doença maligna dos glóbulos brancos (leucócitos) de causa não conhecida. Ela tem como principal característica o acúmulo de células na medula óssea. A medula é o local de formação das células sangüíneas, ocupa a cavidade dos ossos e é conhecida popularmente por tutano. Nela são encontradas as células mães ou precursoras que originam os elementos figurados do sangue glóbulos brancos, glóbulos vermelhos ( hemácias ou eritrócitos) e plaquetas . Os principais sintomas de leucemia decorrem do acúmulo dessas células na medula óssea, prejudicando ou impedindo a produção dos glóbulos vermelhos ( causando anemia ), glóbulos brancos (causando infecções) e plaquetas (causando hemorragias e manchas roxas). Depois de instalada, a doença rapidamente, exigindo início de tratamento rápido. Os dois tipos de leucemia mais freqüentes em crianças são a leucemia linfóide aguda ( ou linfoblástica ) e a leucemia mielóide aguda. Esta última tem vários subtipos: mieloblástica, promielocítica, mielomonocítica e monocítica.
Diagnóstico:
As manifestações clínicas das leucemias são secundárias à proliferação excessiva de células imaturas da linhagem branca do sangue, que se infiltram pelos vários tecidos do organismo, como amígdalas, linfonodos (ínguas), baço, rins, sistema nervoso central e outros. A fadiga, palidez e anemia aparecem pela redução na produção dos eritrócitos pela medula óssea. Febre e infecções são causadas pela redução, imaturidade e insuficiência dos leucócitos e pela redução do número de glanulócitos, sendo uma das principais complicações e causa de óbitos de crianças com leucemia. Verifica-se a tendência de sangramentos, pela diminuição na produção de plaquetas e pelo seqüestro de plaquetas causado pelo aumento do baço. Outras manifestações clínicas são dores nos ossos e articulações causadas pela infiltração leucêmica dos ossos, dores de cabeça, náuseas e vômitos, visão dupla e desorientação, valores sangüíneos alterados, contagem de plaquetas baixa e aumento do nível sangüíneo do ácido úrico. A suspeita de diagnóstico é reforçada pelo exame físico, que pode alertar para a possibilidade da doença quando a criança apresenta palidez, febre e presença de petéquias (pequenas manchas avermelhadas) . O hemograma pode revelar anemia e a contagem leucocitária pode estar baixa, normal ou elevada. Porém, o diagnóstico final baseia-se no exame de medula óssea.
Tratamento:
Como não se conhece a causa da leucemia, o tratamento tem o objetivo de destruir as células leucêmicas. As pesquisas indicam que o tratamento não destrói a totalidade das células leucêmicas. As defesas do organismo se encarregariam de destruir as restantes. Não há um medicamento que isoladamente cure a leucemia. O grande progresso para obter sua cura foi conseguido com a associação de medicamentos (poliquimoterapia), controle das complicações infecciosas e hemorrágicas e prevenção ou combate à doença no sistema nervoso central (cérebro e medula espinhal). Para alguns casos é indicado o transplante de medula óssea. O tratamento é feito em várias fases. A primeira tem a finalidade de atingir a remissão completa, ou seja, um estado de aparente normalidade que se obtém após a poliquimioterapia. Esse resultado é conseguido entre 1 e 2 meses após o início do tratamento, quando os exames não mais evidenciam células da doença. Isso ocorre quando os exame de medula óssea e sangue e o exame físico não demonstram qualquer anormalidade Entretanto, as pesquisas comprovam que ainda restam no organismo muitas células leucêmicas, o que obriga a continuação do tratamento para não haver recaída. Nas fases seguintes, o tratamento também varia de acordo com o tipo de leucemia (linfóide ou mielóide), podendo durar mais de dois anos nas linfóides e menos de um ano nas mielóides. São três etapas consolidação (tratamento intensivo com substâncias não empregadas anteriormente); reindução (repetição dos medicamentos usados na fase de indução da remissão) e manutenção (o tratamento é mais brando e contínuo por vários meses). Por ser um tratamento mais agressivo, pode ser necessária a internação do paciente por curto período, quando ele apresentar infecção decorrente da queda dos glóbulos brancos.
Principais Procedimentos Médicos no Tratamento da Leucemia
Para Diagnóstico:
a) Mielograma:
É um exame de grande importância para o diagnóstico e para a avaliação da resposta ao tratamento, indicando se não são mais encontradas células leucêmicas na medula óssea (remissão completa medular). Esse exame é feito sob anestesia local e consiste na aspiração da medula óssea seguida da confecção de esfregaços em lâminas de vidro, para exame ao microscópio. Os locais preferidos para a aspiração são a parte posterior do osso ilíaco (bacia) e o esterno (parte superior do peito). Durante o tratamento são feitos vários mielogramas Para Avaliação
b) Punção lombar:
A medula espinhal é parte do sistema nervoso que tem a forma de cordão e por isso é chamada de cordão espinhal. A medula é forrada pelas meninges (três membranas). Entre as meninges circula um líquido claro denominado líquor. A punção lombar consiste na aspiração do líquor para exame e também é feita para injeção de medicamento com a finalidade de impedir o aparecimento de células leucêmicas no sistema nervoso ou para destruí-las quando existir doença nesse local. É feita na maioria das vezes com anestesia local e poucas vezes com anestesia geral. Nesse
último caso, indica-se quando crianças de pouca idade são muito agitadas e não cooperam com o médico.
Para Tratamento
c) Implantação de cateter para evitar a punção de veias (Cateter Venoso Central):
Como o tratamento da leucemia aguda é demorado, podendo alcançar até três anos de duração, e requer também repetidas transfusões e internações, recomenda-se a implantação de um cateter em uma veia profunda, para facilitar a aplicação de medicamentos e derivados sanguíneos e a retirada de sangue para exames, e agredir menos a criança com punções venosas repetidas.
d) Transfusões
Durante o tratamento, principalmente na fase inicial, os pacientes recebem várias transfusões de glóbulos vermelhos e de plaquetas, que diminuem intensamente devido à parada ou diminuição da produção provocada pela doença e também pela quimioterapia.
Tipos de leucemia e linfoma do site Oncolink (em espanhol):
* Leucemia linfoblástica ou linfocítica aguda infantil
* Leucemia linfoblástica ou linfocítica aguda em adulto
* Leucemia mielóide aguda infantil
* Leucemia mielóide aguda em adulto
* Leucemia linfocítica crônica
* Leucemia mielóide crônica
* Leucemia de células cabeludas
* Linfoma cutâneo de células T
* Linfoma Hodgkin infantil
* Linfoma Não-Hodgkin infantil
* Linfoma Não-Hodgkin em adultos
* Linfoma relacionado com a AIDS
2) Transplante de Medula Óssea
Transplante de medula óssea é uma modalidade terapêutica que visa o tratamento da doença com uso de altas doses de quimioterapia associada ou não à radioterapia corporal total. A reconstituição hematopoética do paciente é feita pela infusão de células tronco colhidas da medula óssea ou do sangue periférico. Existem três tipos de transplante: o alogênico, o autólogo e o singênico. No transplante alogênico, a medula óssea é retirada de um doador previamente selecionado por testes de compatibilidade sanguínea, normalmente identificado entre os familiares ou em bancos de medula óssea. No transplante autólogo a medula óssea ou as células tronco periféricas são retiradas do próprio paciente, armazenadas e reinfundidas após o regime de condicionamento. O transplante de medula óssea entre gêmeos idênticos é denominado singênico. Mais recentemente, o transplante com células de cordão umbilical vem sendo empregado em alguns centros, de forma experimental, como fonte de medula óssea.
Transplantes de medula óssea têm indicação em várias doenças oncohematológicas, imunológicas, hematológicas, genéticas e oncológicas. A indicação é baseada no estado clínico do paciente e da evolução da doença. Nas leucemias agudas o melhor momento é após a obtenção da remissão completa da doença. Enquanto em outras patologias, o transplante funciona como consolidação da quimioterapia ou como terapia de resgate. A técnica de coleta da medula óssea consiste na retirada da medula óssea pela crista ilíaca posterior através de múltiplas aspirações por agulhas de Thomas ou pela retirada com máquinas de aférese, das células tronco periféricas estimuladas. Essas células vão circular na corrente sanguínea e por tropismo vão se alojar no interior da medula óssea iniciando a reconstituição hematopoética do paciente.
O paciente passa por um periodo de aplasia (baixa da contagem das células) onde as principais complicações são a mucosite (destruição do epitélio bucal), tendência à fenômenos hemorrágicos e infecções oportunistas tais como pelo citomegalovirus. Em decorrência do regime de condicionamento pode ocorrer uma situação denominada de doença veno-oclusiva hepática, que consiste na abliteração fibrosa de pequenas vênulas hepáticas, causando barriga d´agua (ascite), icterícia (amarelo nos olhos) e plaquetopenia (queda das plaquetas).
No transplante alogênico pode ocorrer uma situação conhecida como reação doença enxerto contra o hospedeiro. O mecanismo depende de linfócitos competentes do doador (enxerto), que reconhece antígenos (proteínas) no receptor. A doença acomete pele, fígado, intestino e pulmões. Milhares de transplantes de medula óssea foram realizados nos últimos quinze anos e a maior experiência se concentra nas leucemias linfoblásticas, mielóide aguda, mielóide crônica e anemia aplástica severa. Os resultados são melhores quando os pacientes atingem remissão completa antes do transplante.
Indicações para TMO
Doenças Onco-Hematológicas:
Leucemias Agudas (LMA ou LLA)
Leucemia mielóide crônica
Síndromes mielodisplásticas
Linfoma (Hodgkin e não-Hodgkin)
Mieloma múltiplo
Mieloesclerose aguda maligna
Doenças do Sistema Imune:
Anemia aplástica grave
Anemia de Fanconi
Hemoglobinopatias
Imunodeficiência combinada severa
Síndrome de Wiscott-Aldrich
Doença Oncológicas:
Tumor de testículo
Tumor de mama
Tumor de ovário
Neuroblastomas
Outros tumores sólidos
3) Transplante de Células Tronco Periféricas
Em função do corpo humano conservar muitas de suas células tronco (mães) na medula óssea, e liberar poucas na corrente sanguínea, o doador de Células Tronco Periféricas (CTP) deve receber uma medicação chamada Filgrastim. Essa medicação é uma proteína que é similar a um hormônio naturalmente produzido pelo corpo. Isso aumenta o número de células tronco no sangue circulante.
O doador recebe Filgrastim, por injeção, por 4-5 dias consecutivos antes da doação. O doador é monitorado a cada dia para verificação de quaisquer reações alérgicas (raras de ocorrer). Muitos doadores experimentam efeitos colaterais tais como dores nos ossos, insônia, dores de cabeça, fadiga, náusea e vômito. Muitos doadores dizem que se sentem como gripados; e estão doloridos e cansados. Os efeitos colaterais geralmente diminuem no dia da doação.
Após o doador completar os 4-5 dias de injeções de Filgrastim, ele doa suas células tronco do sangue periférico através de um processo chamado aférese. Durante a aférese agulhas esterilizadas são colocadas em ambos os braços do doador. Ele é solicitado a sentar-se relativamente quieto durante as 4-6 horas necessárias para coletar as células.
O sangue é removido de uma veia em um braço e passa através de tubos na máquina separadora de células sanguíneas, a qual coleta células brancas em particular contendo células tronco. Todos os tubos usados na máquina são esterelizados e descartáveis. O plasma do doador retorna para seu corpo, enquanto as células retidas são colocadas em bolsa de coleta e levada para o paciente. Dependendo do tamanho do paciente, alguns doadores podem ter duas coletas por aférese em dias distintos. Em tal caso, as células são levadas para o paciente no segundo dia.
Cinco a 10% de todos os doadores poderão não ter veias apropriadas para o procedimento de aférese. Esses doadores são solicitados a considerar a implantação de um cateter venoso central (um tubo esterilizado) inserido em uma das veias mais largas para proporcionar um procedimento mais facilitado e mais confortável para o doador. Cateteres são geralmente colocados na veia femoral (área da virilha) ou uma veia maior na área do pescoço (jugular interna) ou logo abaixo da clavícula.
Doadores usando cateteres recebem informações adicionais sobre os possíveis riscos desse procedimento. Anestesia local, como Novocaine é usado. A coleta pode ser feita em um departamento de aférese de um hospital, afim de que o doador possa pernoitar no hospital se uma segunda coleta for necessária. O cateter é removido no final da doação das células tronco periféricas.
Após o término da doação das células, o doador está livre para ir para casa.O coordenador do centro de doação acompanhará a situação do doador a cada semana, até ele voltar às atividades nornais. Muitos doadores CTP têm dores musculares e dores nos ossos ANTES da doação. Após eles doarem suas células CTP, aqueles sintomas diminuem quase imediatamente e o doador é capaz de retomar sua vida normal.
Doação CTP é um procedimento de doação mais recente para o NMDP (Programa Americano de Doadores de (Medula). Isso está sendo estudado sob um protocolo de pesquisa que tem sido aceito pelo Food and Drug Admisnistration. Especificamente, o NMDP está monitorando os efeitos que os doadores têm quando recebem Filgrastim, o volume de células coletadas e os efeitos a longo prazo de ser um doador de CTP. Doadores que doam CTP recebem informações detalhadas sobre estudos clínicos e são solicitados a assinar um termo de consentimento antes da doação.
CONCEITO: Malária é uma doença infecciosa que ataca o homem, através do protozoário mais conhecido como Plasmódio que fixa-se nas glândulas salivares do pernilongo. A Malária é transmitida ao homem pela picada da fêmea do mosquito (anopheles).
TRANSMISSÃO: Durante a picada do pernilongo o Plasmódio entra no sangue da pessoa atingida causando-lhe a doença. O pernilongo é o hospedeiro intermediário do Plasmódio.
SINTOMAS: A malária só causa febre muito alta, se não for combatida a doença pode causar a morte.
TRATAMENTO: Os médicos tratam a malária com remédios que destroi os parasitas.
COMO EVITAR: A pulverização de lagoas poços de água parada de pântanos é o melhor meio para acabar com os pernilongos é na água que os pernilongos põem seus ovos para se reproduzir usar sempre inseticidas para matar os insetos existentes em casa não deixar água empoçadas em garrafas, pneus etc.
PROFILAXIA: Destruindo o transmissor da malária evitando que ele se espalhe porque um pernilongo pode picar várias pessoas passando-lhes os parasitas.
DEFINIÇÃO: Doença extremamente grave, e uma infecção das meninges, membranas que envolvem e protegem o cérebro e a medula. A meningite e mais comum em crianças, e pode ser causada por vírus bactérias ou fungos. Sua forma mais contagiosa e provocada por uma bactéria chamada meningococo.
SINTOMAS: Entre os sinais de meningite, alguns merecem destaque: febre alta, com forte dor de cabeça, endurecimento das costas, impedindo que a cabeça seja colocada entre os joelhos, náuseas e vômitos, as vezes, convulsões ou movimentos estranhos, rigidez dos músculos da nuca, a criança deita a cabeça e o pescoço para trás. As crianças pequenas podem ficar com dificuldades para mamar, ficar gementes e ter moleira abaulada.
CICLO: O meningococo começa por invadir a garganta, atingido depois por meio da corrente sangüínea, as regiões das meninges.
CONTAGIO: A meningite passa de uma pessoa a outra através da fala, do espirro e da tosse. Um indivíduo pode ser portador do meningococo, mesmo sem apresentar os sintomas da doença, o que facilita a contaminação dos outros.
PREVENÇÃO: Embora não seja totalmente eficaz, aconselha-se a vacinação principalmente em caso de epidemia e de contato de doentes. Uma alimentação equilibrada também ajuda a evitar a doença, pois aumenta as resistências do organismo. Evite aglomerações e ambientes fechados. Deixe que o ar e a luz do sol entre nas casas todos os dias.
TRATAMENTO: A hospitalização imediata e o tratamento com antibióticos, a critério médico, podem evitar a morte. Cada minuto e muito importante e pode significar a vida do indivíduo.
Quando você chega aos 50, está no auge da sua vida. Um bom motivo para procurar seu médico e fazer um exame de próstata preventivo. Defenda sua saúde e sua sexualidade. Afinal, você está na idade de gozar a vida.
A próstata é uma glândula que só o homem possui e que se localiza na parte baixa do abdômen.
Ela é um órgão muito pequeno, tem a forma de maçã e se situa logo abaixo da bexiga e adiante do reto. A próstata envolve a porção inicial da uretra , um tubo pelo qual a urina armazenada na bexiga é eliminada.
Pela sua localização, a próstata pode ser apalpada pelo toque retal.
A próstata produz parte do sêmen, um líquido espesso que contém os espermatozóides produzidos pelos testículos e que é eliminado durante o ato sexual.
Como o aumento da próstata se faz lentamente, o homem pode ficar muitos anos sem apresentar qualquer problema e se despreocupar, achando que sua saúde está perfeita. Daí a importância que o toque retal tem para o diagnóstico do aumento prostático que ainda está começando.
O aumento da próstata por doença benigna e a câncer de próstata progridem lentamente. E são as doenças que mais atacam a próstata do homem com mais de 50 anos de idade.
O homem pode se proteger do câncer de próstata indo ao médico regularmente para o exame de toque retal, mesmo que esteja se sentindo bem e não apresente problemas urinários. O toque retal é um exame indolor e permite que o médico, introduzindo um dedo através do ânus do homem, apalpe a parte interna do reto e a próstata.
Pode ser que depois do toque retal, o médico solicite exames de sangue, ultra-sonografia pélvica e até, se necessário, uma biópsia da próstata para dar um melhor diagnóstico. É importante saber que, na maioria, das vezes, o aumento prostático é devido a doenças benignas e não ao câncer. Mas, se houver câncer de próstata, é fundamental que o diagnóstico seja feito no início da doença, quando a cura é possível.
O Instituto Nacional de Câncer e a Sociedade Brasileira de Urologia recomendam que todo homem com mais de 50 anos vá ao médico regularmente para exames de toque retal.
PREVINA-SE DO CÂNCER DE PRÓSTATA. CONSULTE UM MÉDICO.
Câncer de Próstata: O câncer de próstata representa um sério problema de saúde pública no Brasil, em função de suas altas taxas de incidência e mortalidade. Ele é o terceiro mais comum em homens - só sendo superado pelos de pulmão e de pele - e o quinto em óbitos. Segundo as Estimativas de Incidência e Mortalidade Por Câncer no Brasil, do Instituto Nacional de Câncer, deverão ocorrer 14.500 novos casos de câncer de próstata e 4.970 mortes causadas pela doença no país, em 1999. Enquanto a incidência está ligada às características demográficas da população, a mortalidade alta é causada pelo retardo do diagnóstico, que favorece a ocorrência de tumores com alta capacidade biológica de invasão local e de disseminação para outros órgãos. Tais tumores são incuráveis quando tratados em fase metastásica. O câncer de próstata atinge principalmente os homens acima de 50 anos de idade. O aumento de sua incidência na população é também uma decorrência do aumento da expectativa de vida do brasileiro verificada ao longo deste século, cuja tendência é ultrapassar os 70 anos no ano 2020. Na maioria dos casos, o tumor apresenta um crescimento lento, de longo tempo de duplicação, levando cerca de 15 anos para atingir 1 cm3 e independe do crescimento normal da glândula, o que faz com que alterações miccionais possam inexistir. Por este motivo, o exame periódico mesmo que não existam sintomas, deve ser realizado para que o câncer possa ser detectado precocemente, com maiores chances de tratamento e cura. Sintomas Os principais sintomas do câncer de próstata são o hábito de levantar várias vezes à noite para urinar, dificuldades no ato de urinar e dor à micção. Fatores de Risco Os antecedentes familiares têm particular importância, pois elevam o risco em três vezes ou mais para os descendentes de doentes de câncer de próstata. Quanto aos fatores ambientais, existem muitas relações possíveis, entre as quais com substâncias químicas utilizadas na indústria de fertilizantes, ferro, cromo, cádmio borracha e chumbo, embora não seja comprovada a correlação entre esses fatores e uma maior incidência do câncer de próstata. Dietas ricas em gordura animal podem aumentar as taxas de androgênios e estrogênios e relacionar-se com o aumento dos tumores da próstata, ao contrário da gordura vegetal e dos frutos do mar. Calcula-se que cerca de 75% a 80% dos tumores não se expressam clinicamente, e apenas 20% a 25% manifestarão sintomas. Destes, 10% são focais, 40% são iniciais e talvez curáveis e 50% são avançados. Estes números variam com a maior ou menor possibilidade de detecção precoce da doença. Os tumores encontrados nas necropsias são geralmente pequenos, bem diferenciados e estão confinados à glândula, ao contrário do que ocorre com os homens que morrem de câncer de próstata, que portam tumores grandes ou invasivos. O retardo do diagnóstico prende-se a diversos fatores: a falta de informação da população leiga, que mantém crenças ultrapassadas e negativas sobre o câncer e seu prognóstico; a falta de alerta dos profissionais da saúde para o diagnóstico precoce dos casos; o preconceito contra o câncer e contra o toque retal; a inexistência de um exame específico e sensível que possa detectar tumor em fase microscópica e a falta de rotinas abrangentes programadas nos serviços de saúde públicos e privados que favoreçam a detecção do câncer, inclusive o de próstata. Diagnóstico Precoce A detecção do câncer de próstata é feita pelo exame clínico (toque retal) e da dosagem de substâncias produzidas pela próstata: a fração prostática da fosfatase ácida (FAP) e o antígeno prostático específico (PSA, sigla em inglês), que podem sugerir a existência da doença e indicarem a realização de ultra-sonografia pélvica (ou prostática trans-retal se disponível). Esta ultra-sonografia, por sua vez, poderá mostrar a necessidade de se realizar a biopsia prostática transretal. O toque retal permite detectar nódulos pequenos, menores que 1,5 cm3, e avaliar a extensão local da doença. Sua realização periódica é a melhor forma de se reduzir a mortalidade por câncer de próstata. Quando Fazer o Exame?
Homens de 50 a 70 anos de idade devem submeter-se anualmente ao exame físico, incluindo-se o toque retal e a dosagem do antígeno prostático específico (PSA). Os homens de 40 a 50 anos de idade devem seguir as mesmas recomendações quando há história familiar de câncer de próstata. Para os homens que apresentarem alteração prostática ao toque retal, dosagem da FAP três vezes maior do que a normal e dosagem do PSA acima de 10 ng/ml, indica-se a ultra-sonografia prostática trans-retal ou pélvica e a biópsia prostática. Tratamento A cirurgia é o tratamento indicado para tumores localizados; ela apresenta risco de causar impotência ou incontinência urinária. A hormonioterapia e a radioterapia reduzem o câncer, mas ele geralmente volta em alguns anos, verificando-se também o risco de impotência com estes tratamentos. .
O resfriado é uma doença que afeta as fossas nasais, a faringe e a laringe. É causado por vírus e transmitido pelo contato direto com as gotículas eliminadas quando a pessoa espirra, ou por objetos contaminados(lenços).
Não há vacina contra o resfriado. Para evita-lo há necessidade de medidas de higiene:
Não espirrar nem tossir sem proteger a boca e o nariz;
Utilizar lenços limpos e não emprestá-los a outra pessoa;
Evitar contato direto com pessoas resfriada.
CONCEITO: É causada por uma bactéria, conhecida como treponema pallidum, transmitida pelo contato sexual. Das doenças venéreas, a sífilis é a mais grave, pois além de ser altamente contagiosa, pode atacar o sistema nervoso, os pulmões, o coração e outros órgãos importantes.
SINTOMAS: O primeiro sintoma da sífilis é o aparecimento de uma lesão em forma de pequena úlcera nos órgãos genitais externos. Essa lesão é conhecida por cancro duro, e aparece geralmente entre 7 e 15 dias após o contato sexual. E não dói.
O cancro duro desaparece naturalmente, mas dentro de 2 meses após o seu aparecimento surgem lesões generalizadas na pele. Essas lesões podem se manifestar por inúmeros pontos vermelhos e escamosos em diversas partes do corpo. Nos estágios mais adiantados podem surgir lesões mais graves na pele. Especialmente graves são as alteração que surgem em órgãos do sistema nervoso, circulatório e urinário. Essas lesões provocam o quadro mais grave da doença, que pode levar à morte. Atualmente, com o advento dos antibióticos, a sífilis tornou-se doença perfeitamente curável. O importante é que seja tratada no início, antes de causar lesões irreversíveis, principalmente as do sistema nervoso.
A sífilis pode permanecer latente durante algum tempo, não se manifestando os sinais na pele. Neste caso, a pessoa pode transmitir a doença, sem nem mesmo suspeitar de que estava doente.
Exemplos como este são úteis para avaliarmos a importância do exame preventivo, que permite descobrir muitas doenças antes que elas se manifestem.
CONTÁGIO: Se dá através do ato sexual, pelo contato com lesões da pele dos portadores de sífilis, por meio de objetos de uso pessoal como talheres, pratos, copos etc., ou ainda pelo uso de roupas íntimas contaminadas.
TRATAMENTO: A sífilis pode ser tratada com antibióticos. É importante, porém, que o tratamento seja feito sob orientação de um médico.
DEFINIÇÃO: O tétano e uma infecção produzida por bactéria ( Clostridium Tetani). Caracteriza-se por contrações e espasmos dos músculos do rosto, da nuca, da parede do abdome e dos membros. E uma doença grave, pois aproximadamente metade das pessoas contaminada morre.
SINTOMAS: Entre os sintomas indicadores da contaminação pelo bacilo do tétano, estão os seguintes: ferida infectada; dificuldade de engolir; queixo endurecido, seguido de endurecimento dos músculos do pescoço e de outras partes do corpo; contrações do queixo e, depois do corpo inteiro; a criança, do 3º ao 10º dia depois do nascimento, começa a chorar sem parar e é incapaz de chupar.
CONTAGIO: O bacilo do tétano encontra-se principalmente nas fezes de animais e seres humanos. O contagio ocorre através de ferida em contato com poeira, pregos enferrujados, latas, água suja, galhos, espinhos, etc. No recém-nascido, o bacilo pode penetrar através do cordão umbilical, quando cortado com instrumentos não esterilizados, ou ao se fazerem curativos com substancias contaminadas.
PREVENÇÃO: O tétano pode ser evitado, na medida em que as condições de vida e de higiene da população forem melhoradas e se alguns cuidados especiais forem tomados: vacinação geral (vacine tríplice); limpeza e desinfecção de todas as feridas; manter limpa, seca e ventilada a região umbilical do recém-nascido; ajuda medica, em casos de feridas grandes e profundas.
TRATAMENTO: Limpeza com água e sabão, retirada de toda sujeira e corpos estranhos de qualquer ferida, além da desinfecção com anti-sépticos e água oxigenada são medidas indicadas. Quando o indivíduo não tiver sido vacinado, o médico receitara soro antitetanico e antibióticos, antes da aplicação da vacina, líquidos nutritivos, em goles pequenos e freqüentes, enquanto a pessoa conseguir engolir, também auxiliam a cura.
CONCEITO: A tuberculose é causada por bactérias que geralmente atacam os pulmões, embora possam também afetar outros órgãos.
SINTOMAS: A tuberculose pulmonar é caracterizada por tosse, cansaço, febre, dor no tórax, rouquidão, eliminação de sangue pelas vias aéreas. Ocorre em qualquer idade.
TRANSMISSÃO: É feita pela inalação de gotículas expedidas pelo doente.
TRATAMENTO: Há vacina contra a tuberculose: a BCG (Bacilo Calmette-Guérin), que deve ser aplicada em crianças e adultos.
Nos adultos, antes da aplicação da vacina, há necessidade de realizar a prova de tuberculina. Se a reação for positiva, a vacina não deve ser aplicada. O teste consiste em se injetar tuberculina sob a pele, observando o resultado 48 horas depois.
Essa reação é usada com mais freqüência em crianças, pois nelas apresenta resultados mais significativos.
PROFILAXIA: O método mais importante, no entanto, para descobrir a tuberculose é a radiografia. Um tipo especial de radiografia foi idealizado por um médico brasileiro chamado Manuel de Abreu. Esse tipo é uma radiografia pequena e que oferece ótimas condições de exame. Recebeu o nome de abreugrafia em homenagem ao seu idealizador. A abreugrafia é hoje exigida para que todo trabalhador possa receber sua carteira de saúde, condição necessária para admissão em qualquer emprego.
