O álcool é juntamente com o cigarro uma das drogas mais conhecidas e populares, talvez por ser lícita, e por muitas vezes não ser reconhecida como droga. Nos tempos da Antiguidade (Pré-História), sucos de frutas eram fermentados naturalmente quando então se deu seu surgimento. O álcool causa dependência e se torna danoso quando consumido em excesso, prejudicando apenas o alcoolista mas, as pessoas que convivem com um alcoolista acabam sofrendo com o vício do mesmo devido ao descontrole da pessoa, mas não com a droga propriamente dita que tem seus efeitos tão nocivos quanto aqueles causados pelos do cigarro tanto que a Organização Mundial de Saúde reconheceu o alcoolismo como uma das doenças que mais matam no mundo. No Brasil, diz-se ainda que: - gasta-se mais com o alcoolismo do que com importações. - o número de suicidas alcoolistas é 50% maior do os não dependentes. - e 35% dos acidentes de trabalho acontecem devido ao uso do álcool. Durante a gravidez, o álcool atinge o líquido amniótico e outros tecidos fetais podendo causar no bebê peso e altura inferior a uma média considerada normal. Outras possíveis consequências para a criança são: - diâmetro da cabeça inferior ao normal, assimetria facial, fissuras na pálpebra, deslocamento da pelvis, anomalias cardíacas, perda de coordenação motora, retardo mental, epilepsia, hérnias...etc formando um número acentuado de consequências relacionadas à chamada "Síndrome Alcoólica Fetal". Quando o indivíduo passa a ingerir bebidas alcoólicas em quantidades elevadas, ele pode ter a absorção das vitaminas pelo corpo, dificultada, afetando assim o sistema nervoso devido à falta da vitamina B1, necessária ao sistema nervoso. Pode ainda sofrer de impotência devido aos problemas causados nesse sistema e mais, tornar-se estéril por causa da toxidade que atinge o esperma. Também os testículos (nos homens) e os ovários (nas mulheres) podem atrofiar. Pode causar ainda, pressão alta, arritmia, ataques cardíacos, derrames cerebrais, e danos aos músculos cardíacos, perda de memória, demência e depressão. Pode causar a escravidão do fígado ao álcool, devido a produção de acetaldeído que é por sua vez mais tóxico ainda que o álcool, negligenciando, assim, o metabolismo dos alimentos acumulando toxinas e gorduras no sangue. Pode provocar ainda: · Fígado: hepatite, cirrose (endurecimento e degeneração do tecido) · Pâncreas: pancreatite (inflamação na qual o órgão libera as enzimas no próprio tecido) · Estômago: úlceras, gastrite · Sistema nervoso: lesões cerebrais, epilepsia, psicose e demência Alcoolismo O alcoolismo é uma doença que se manifesta como consequência do uso abusivo de bebidas alcoólicas. As possíveis causas que desencadeiam esse "beber incontrolável" são várias: · Problemas sociais, emocionais e físicos, entre outros. É uma doença progressiva, e se não for tratada, com o passar do tempo compromete a saúde física do indivíduo e a saúde mental, gerando doenças, loucura e até a morte. Acreditamos que seja um dos vícios mais difíceis de se abandonar. Para tratar o alcoolismo é preciso inicialmente a abstinência (parar de beber), tratar o organismo enfraquecido, descobrir e "trabalhar" as causas desencadeantes da doença. O alcoolista precisa de ajuda, de tratamento pois por estar doente pode até não desejar beber mais, mas dificilmente consegue sozinho. A ajuda e compreensão dos familiares e amigos é muito importante durante o tratamento do doente. A solução para esta doença é conseguida desde que a pessoa evite o primeiro gole pois, se voltar a beber, mesmo que depois de muito tempo e em pequenas quantidades, a doença volta a se manifestar. Pode atingir pessoas de qualquer idade: crianças, jovens, adultos e idosos e causa transtornos em todos os aspectos da vida da pessoa e de seus familiares. Se você conhece alguém com este tipo de problema, aconselhe-o(a) a visitar o centro de saúde mais próximo.
O vício de fumar vem se expandindo no mundo desde a Primeira Guerra Mundial e, nos últimos 40 anos, passou a ser preocupação para governos, órgãos internacionais de saúde e instituições médicas. Esta preocupação decorre do fato de que, através de investigações experimentais, divilgadas através de cerca de 40 mil publicações, relatórios oficiais e congressos científicos, se chegou à conclusão unânime de que o cigarro traz prejuízos à saúde. 90% dos fumantes não conseguem deixar o vício, independente do método que utilizam. As primeiras tragadas são em geral acompanhadas de náuseas, tontura e ânsia de vômito e ocorrem principalmente na faixa etária dos 10 aos 12 anos. Na América Latina o tabaco está se convertendo na principal causa mortis. A nicotina é um estimulante do sistema nervoso central, estreita os vasos sanguíneos, aumentando a pressão arterial podendo causar o infarto. O alcatrão se acumula nos pulmões e causa efisema. O cigarro é a maior causa de câncer no pulmão, podendo causar também a bronquite crônica, além de outras doenças tais como: as vasculares, úlceras do estômago e do duodeno, câncer de língua, de laringe, de estômago, do pâncreas e da bexiga. O câncer não surge apenas através do fumo do cigarro, mas do fumo de uma maneira geral. O fumo está relacionado diretamente ao câncer de mama, câncer de colo de útero e câncer cervical. Já foi apontado como fator de risco de 24 doenças diferentes além de aumentar em 10 vezes a chance de ocorrer derrame cerebral e ser responsável por 75% dos casos de efisema e bronquite no mundo. A expectativa de vida de pessoas fumantes torna-se menor do que a daquelas que não fumam. A fumaça do tabaco possui, milhares de substâncias nocivas tais como o polônio, o arsênio, o níquel, o cádmio, o benzopireno. Só no papel do cigarro, são adicionados vários produtos químicos. E nos cigarros com baixos teores de alcatrão e nicotina, outras várias substâncias nocivas ao organismo. A fumaça do cigarro leva aos pulmões, ainda: a amônia, benzeno, acetona, formol, entre outros. Durante a gravidez, pode facilitar a ocorrência de abortos, de crianças pré-maturas e de nati-mortas e pode fazer com que crianças venham a nascer com peso menor que a média normal ou nascer com anomalias. Nas fumantes, pode facilitar a ocorrência de osteoporose e o aparecimento precoce da menopausa. No homem, o fumo reduz a produção de testosterona. As pessoas que não fumam, mas que convivem com aquelas que o fazem, passam a ser fumantes passivos, podendo sofrer distúrbios alérgicos, respiratórios e cardio-vasculares. No Braisl, já se falou em cigarros produzidos com maiores teores de nicotina, do que aqueles anunciados, através de engenharia genética com até 150% a mais dessa substância que tem como uma de suas características a liberação da dopamina no cérebro, o que provoca uma sensação de bem-estar.
A cocaína é extraída da folha da coca, o arbusto Erytroxylon coca. Age no sistema nervoso central, acelerando a atividade mental e produzindo estados de excitação, modificando as reações de movimento, audição e sensibilidade, entre outras. Quando inalada ou injetada, provoca euforia, liberando neurotransmissores cerebrais que são substâncias responsáveis pela "comunicação" entre os neurônios. Normalmente o hormônio liberado por um neurônio leva a mensagem para a célula seguinte e depois retorna à célula de onde saiu mas, a cocaína agindo exatamente nesse ponto, bloqueia essa reabsorção causando o estado de excitação, euforia, etc. Um grande problema é que por causa disso há um desgaste excessivo das cargas de neurotransmissores que ao final do efeito, o indivíduo passa por uma depressão forte, fazendo com que o mesmo volte a usar. -Liberação desequilibrada de epinefrina: aumenta a pressão arterial, acelera o ritmo cardíaco, provoca respiração ofegante, músculos tensos e causa tremores, a falta da substância também causa grave depressão. -Liberação desequilibrada de dopamina: estimula o setor do cérebro responsável pelo medo, trazendo assim a paranóia ao indivíduo, a falta da substância também causa grave depressão. -Liberação desequilibrada de acetilcolina: tremores musculares, lapsos de memória e confusão mental e inclusive alucinações. A falta da Serotonina: causa insônia, agitação e grave depressão emocional A cocaína é responsável pelo nosso desequilíbrio estimulando o nosso centro de prazer. Sendo assim, a euforia vinda de seu uso, desaparece depois de aproximadamente 30 minutos (depende do usuário) ocasionando uma depressão tão profunda que pode durar até meses dependendo da quantidade que foi consumida e da quantidade de neurotransmissores que gastamos. O efeito estimulante desta droga pode ser tão intenso para um indivíduo que o mesmo pode vir a morrer por ataques, hipertensão ou taquicardia ou ainda, por extrema depressão respiratória e coma. Um outro problema da cocaína é que muitas vezes o usuário precisa de uma droga depressora para por exemplo conseguir dormir, isto é, para voltar do efeito da mesma e com isso ele passa a fazer uso de várias drogas o que pode representar um problema ainda maior. Dentre os problemas do uso a longo prazo está um maior risco de derrame cerebral. As pessoas que vendem a droga para ser consumida, acabam por sua vez acrescentando outros materiais (pós brancos), para aumentar o peso. Muitas vezes, os produtos acrescentados à droga podem conter microorganismos também nocivos ao organismo podendo acarretar uma infecção sanguínea ou pulmonar por exemplo. O consumo crônico pode levar à necrose (morte dos tecidos) da mucosa nasal ou das veias, quando injetada, o que aumenta ainda mais o risco de overdose pois pode provocar uma parada cardíaca letal. A droga consumida hoje no Brasil é uma das piores do mundo com aproximadamente 1/3 de sua pureza.
É uma mistura de cocaína, água e bicarbonato de sódio que esquentada se petrifica podendo ser queimada com brasas ou lume (chamas) quando é inalada num cachimbo, muitas vezes artesanal, normalmente chamado de "marica". Recebeu o nome devido ao som que produz durante sua queima por se mostrar estalando. A absorção do crack é feita por via pulmonar e em poucos segundos, atinge o cérebro, mais rápido que a cocaína em pó e também mais absorvida causando efeitos maiores deixando o equilíbrio cerebral desordenado. Seu índice de absorção é de 100% via pulmonar, de fácil aquisição e barato. Está ligado a todo o tipo de criminalidade e seus usuários têm idade média entre 10 e 30 anos e reagem conforme a pureza da droga, período de consumo. A droga inalada passa pelos pulmões e chega ao cérebro pela corrente sanguínea. Após fumar, a pessoa entra numa euforia que dura de 15 a 20 minutos aproximadamente quando, ao passar o efeito, esta entra numa depressão profunda o que faz com que o indivíduo procure novamente as "pedras" para compensar o estado depressivo tornando a vontade do consumo compulsiva. Seus efeitos colaterais são também mais intensos. Dentre os problemas, podemos citar: · Ataques cardíacos · Derrame cerebral · Problemas respiratórios (congestão nasal, tosse e expectoração de mucos negros) · Danos aos pulmões · Queima dos lábios, língua e garganta · Perda de peso e desnutrição profunda · Para um feto quando consumido durante a gravidez, aumenta a possibilidade de aborto, derrame cerebral e morte súbita
O haxixe é produzido também a partir do Cânhamo, é uma resina concentrada da planta e é extraído mediante solventes. É um extrato, e portanto é muito mais forte que a maconha comum pois é a parte da planta que contém a maior concentração de THC. Pode ser prensada em pedaços após coletado. O haxixe é geralmente fumado em cachimbos e muito consumido no Oriente e as apreensões dele refinado, pronto para consumo, são cada vez mais frequentes na Europa. Alguns usuários acrescentam a resina ao "baseado" para este ficar mais forte. Pode conter até 40% de THC. Sendo derivado do Cânhamo, conclui-se que seus efeitos são bastante semelhantes aos da Maconha propriamente dita porém, mais fortes.
Beneficiada à base de morfina, a tolerância do organismo a essa droga se dá mais depressa do que qualquer opiáceo (ópio, morfina, outros) e , portanto, é mais perigosa devido aos contaminantes usados na sua preparação para seu uso tóxico. É um depressivo cerebral, espinal e respiratório que pode tornar o usuário dependente após a segunda ou terceira dose. Imediatamente, após injetar a droga, o usuário se torna sonolento. A isto se dá o nome de "cabecear" ou "cabeceio". As pupilas ficam fortemente contraídas. A Heroína causa inapetência, dependência física e psicológica. A reação inicial é de euforia e conforto. Esta sensação desaparece rapidamente, exigindo uma dose cada vez maior, gerando, assim, o processo de dependência. A longo prazo causa bronquites, conjutivites e danos nos cromossomos. Seu usuário torna-se um "morto-vivo". Pode causar necrose (morte dos tecidos e das veias), delírios, coma e morte. É muito difícil de ser diluída em água e por isso acaba por intupir as veias causando a flebite (inflamação dos vasos sanguíneos). Com as picadas frequentes torna-se cada vez mais difícil de se achar veias adequadas e por isso o viciado passa a injetar por exemplo nos pés, na jugular e etc. Causa tembém inflamação na válvulas cardíacas. Com o uso continuado de heroína, o organismo deixa de produzir endorfinas e entra em colapso se a droga falta. O mais suave estímulo físico é sentido como dor; o estômago e o intestino entram em pane, causando dores abdominais, diarréia e vômito; o coração e a respiração ficam acelerados. Isso acontece porque o corpo passa a produzir noradrenalina em excesso. O organismo fica também incapaz de regular a temperatura e o viciado passa a suar muito e a sentir calafrios.
Ácido Lisérgico. Teve sua explosão de consumo durante os anos 60 quando, enganadamente, foi chamado de "ácido da felicidade" pelos jovens da época que diziam que o álcool matava e por isso deveriam consumir o L.S.D. Era utilizada com o intuito de "aumentar o estado de consciência". É uma droga que provoca o funcionamento anormal das manifestações mentais, que distorcem a realidade e o estado de percepção, podendo provocar, assim, o aparecimento de estados psicóticos, depressão, pânico e alucinações, delírios, ilusões, chegando a provocar até suicídios. Apenas uma pequena dose é capaz de proporcionar horas de alucinações. A droga interfere na ação da Serotonina, um neurotransmissor, por conter em sua composição uma substância que está presente também na Serotonina. Seus efeitos variam conforme a sensibilidade de quem o está consumindo e da quantidade. Dentre os efeitos físicos observados, podem ocorrer dilatação da pupila, transpiração excessiva, aumento da temperatura corpórea, e aumento dos batimentos cardíacos e podem também aparecer as náuseas e vômitos. Já foi declarado um efeito do LSD que pode acontecer que é a volta dos sintomas psíquicos depois de algum tempo mesmo sem ter consumido a droga novamente. No final da "viagem" vem a depressão, angústia e medo, e causa a dependência psíquica. Reações apresentadas por viciados em L.S.D.: · Sensação de perda do limite do próprio corpo e o espaço em seu redor; · Sensação de que os odores podem ser tocados; · Sensação de que os sons podem ser vistos; · Sensação simultânea de alegria e tristeza; · Sensação de que se pode voar; · Sensação de pânico e grande vulnerabilidade; · Tentativas de suicídio e surgimento de impulsos homicidas; · Perda de controle sobre os pensamentos; · Alucinações que surgem vários meses após o uso. Dentre seus vários problemas causados podemos citar as variações nos cromossomos que por sua vez vêm a provocar variações no feto em desenvolvimento, nas mulheres grávidas viciadas.
É conhecida como uma erva e é consumida na forma de cigarro. É obtida de folhas e flores secas do cânhamo e apresenta cerca de 60 substâncias psicotrópicas, sendo a mais importante delas o tetrahidrocanabitol, o THC. A pessoa adquire a droga na forma de "trouxinhas" onde a mesma se encontra prensada (como se fosse um tablete), sua coloração é esverdeada, e para se tornar possível o consumo, é preciso desmanchar o tablete para que fique como o fumo encontrado nos cigarros, na forma de folhas picadas, quando então é colocado no papel e enrolado para que o "baseado" (o nome do cigarro de maconha) possa ser fumado. Uma consideração importante: O THC, só depois de 20, 25 e até 30 dias, é que é totalmente eliminado do corpo desde a última vez que foi consumido. Só a partir daí é que aparecem os sintomas da abstinência: irritabilidade, inquietação, angústia, tremores, alteração do sono e do apetite. Já se catalogou cerca de 50 efeitos relacionados ao consumo da maconha. Entre eles: · tremor corporal, vertigem, náuseas, vômitos, taquicardia, excitação psíquica, diarréia, alterações sensoriais, lentidão do raciocínio, oscilação involuntária dos olhos, zumbidos, desorientação, medo de morrer, depressão, alucinações, amnésia temporária, pânico, idéias paranóides... O seu consumo afeta as condições psíquicas e físicas do indivíduo, produzindo desde leves intoxicações até reações violentas, um exemplo é o fato de o indivíduo apresentar-se mais nervoso. Ela provoca na mente um efeito psico-ativo (altera a mente), mas a intensidade desse resultado depende do comportamento do indivíduo perante a droga, ou seja, sua condição física e mental e a reação que a droga por si só pode provocar. Está provado que a droga não aumenta a sensibilidade do tato, ouvidos e vista, como se pensava. Ao contrário, a maconha, provoca perda de memória, alteração da concepção de tempo. Diminui a atenção, reduz o tempo da reação, a capacidade de aprender, afeta a percepção e a coordenação dos movimentos. Os efeitos imediatos em quem fuma maconha se caracterizam pelos olhos lacrimejantes e vermelhos (..."conheço uma pessoa que andava sempre com um frasco de colírio no seu carro"...), hipotermia, garganta e boca secas e aceleração das batidas do coração. Podem surgir sensações de euforia, relaxamento, alteração na identidade e acessos de riso. A maconha pode provocar reações violentas de pânico e ansiedade depois da fumada. Esses sintomas desaparecem depois de várias horas. Seu uso contínuo pode desenvolver uma tolerância e dependência psíquica. Pesquisas científicas demonstram no homem, ou melhor, nas suas células reprodutoras, as seguintes alterações: · redução de seu número; · diminuição da mobilidade; · aparecimento de exemplares em formato anormal; Trazendo, assim, dificuldades reprodutoras para o homem. Outras pesquisas indicam que a maconha pode reduzir a produção de hormônio masculino, a Testosterona, e gerar o aumento da mama do homem (ginescomastia). Afeta ainda o crescimento nas pessoas jovens. Outro grande perigo que pode apresentar esta droga é o fato de poder estar contaminada por um fungo chamado "Aspergillus fumigatuz", causador da Aspergilose, que se manifesta através de febre, calafrios e choque, podendo gerar abscessos no cérebro, rins, baço, fígado, coração e tiróide, e capaz de provocar micose de epiderme e tumores no pulmão (câncer), fígado, meninge e coração. Reduz também a defesa do organismo às doenças. Mesmo consumida em doses mínimas, prejudica a capacidade de dirigir veículos pois afeta a concentração, atenção, diminuindo as faculdades de percepção e movimento. O uso excessivo da maconha pode provocar: · Prejuízos da função e estrutura do cérebro, dos pulmões, figado e coração; · Distúrbios da coordenação motora, riso descontrolado, perda da sincronia entre pensamento e as respostas faciais, mãos trêmulas, aumento dos seios em alguns usuários masculinos devido a depósitos gordurosos localizados; · Comportamento anti-social, desconfiança, hostilidade à ansiedade e à família, perda de afeto pelos entes queridos e alienação; · Dificuldade em testes que medem aptidões no local de trabalho como, por exemplo, na compreensão da leitura; · Perda da inibição, que leva o usuário em alguns casos a urinar em locais públicos, por exemplo; · Incapacidade de ajustamento laboral; · Dificuldade de enfrentar desafios, lidar com frustações e dominar novos problemas; · Redução do período de concentração, pensamentos desorganizados, problemas com a conceituação de idéia; · Destruição da Acetilcolina (composto responsável pela transmissão dos impulsos nervosos) no cérebro, levando à perda da memória; · Incapacidade de julgar o tempo; · Respostas emocionais distorcidas.
O ópio é um látex obtido da incisão dos frutos imaturos de várias espécies de papoula. A droga tem seu consumo difundido no oriente, principalmente na China, onde existem locais próprios para se consumí-la, e foi até motivo declarado de guerra: a Guerra do Ópio entre a China e a Inglaterra em 1840. Esta droga é consumida depois de ser aquecida, sendo inalada, provocando euforia e sonhos confusos. Tem como principais derivados a morfina e a heroína. Tem como um de seus motivos o efeito analgésico. A síndrome de abstinência ocorre quando se suspende bruscamente a droga, e inclui-se uma enorme gama de alterações físicas e psíquicas. A tolerância significa que os viciados nessas drogas precisam de doses cada vez maiores para obter os mesmos efeitos das vezes anteriores. Nas primeiras 4 horas , a síndrome de abstinência do viciado em ópio produz duas alterações ou sintomas: passadas 8 horas, surgem oito alterações; após 12 horas, quinze alterações; entre 18 e 24 horas, 25 alterações; entre 24 e 36 horas surgem 34 alterações. Essas alterações incluem: prostação intensa, tremores musculares, ondas de frio e calor, dores ósseas e musculares, vômitos, febre, diarréia, desidratação, hiperglicemia, estando ainda sujeito a complicações neurológicas gravíssimas como abcesso cerebral, meningite, necrose da medula, cegueira, crise convulsiva, acidente vascular cerebral, coma narcótico. Mesmo se livrando da droga, o viciado, nos primeiros 7 ou 8 meses, ainda apresentará os seguintes efeitos remanescentes: diminuição dos batimentos cardíacos, redução da pressão arterial, o mesmo da temperatura do corpo, aumento de adrenalina no sangue, grande sensibilidade ao stress e aumento de sintomas depressivos, sintomas esses que podem fazer o viciado retornar ao vício. Pode induzir ao aborto ou parto pre-maturo além de intoxicar o feto que frequentemente o mata após o parto e, se sobreviver, apresentará sintomas da síndrome de abstinência.

